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USO COMUM DA TERRA E DO RIO: CONFLITOS E RESISTÊNCIA DO CAMPONÊS RIBEIRINHO NO MUNICÍPIO DE SANTO ANTÔNIO DE LEVERGER-MT. CUIABÁ-MT 2015 USO COMUM DA TERRA E DO RIO: CONFLITOS E RESISTÊNCIA DO CAMPONÊS RIBEIRINHO NO MUNICÍPIO DE SANTO ANTÔNIO DE LEVERGER-MT. CUIABÁ-MT 2015 HOT

ZENILDO CRISÓSTOMO DO PRADO USO
Orientador Dr. Rafael Faleiros de Padua.
Ano de Defesa 2015

RESUMO

Esta pesquisa foi construída tendo como mediação o diálogo com os camponeses ribeirinhos das localidades Engenho Velho, Santo Antônio da Alegria e Barra do Aricá, sujeitos que tem o rio e a terra como os principais instrumentos que possibilitam a sua autonomia camponesa em um lugar que possui peculiaridades quanto à natureza presente ali, pois as inundações e vazantes típicas da região do pantanal norte de Mato Grosso fez com que esse camponês construísse conhecimentos que possibilitasse habitar esse lugar. Com o objetivo de desvelar as relações que estão na essência do processo de alteração do uso comum da terra para a propriedade privada da terra e a apropriação e alteração do uso comum do rio para o uso privado do rio, a pesquisa tem mostrado que a apropriação e o uso privado do rio encontram o suporte necessário para se realizar na propriedade privada da terra, tendo como os principais sujeitos desse processo os proprietários de fazendas, chácaras, pousadas e Pesqueiros. Os tablados e as cevas são instrumentos centrais para a legitimação do uso privado do rio, pois esses proprietários entendem que pelo fato de terem construído os tablados e cevas, aquele trecho do rio é a continuação de sua propriedade privada, se sentindo no direito de proibir qualquer um, que não seja alguém que ele autorizou, de pescar naquele local. O Processo de construção da pesquisa tem mostrado que o espaço produzido de maneira fragmentária tem possibilitado produzir espaços como raridade, possibilitando a expropriação e exploração da força de trabalho do camponês ribeirinho. No entanto vislumbramos a possibilidade da resistência mediada pelo espaço produzido de maneira comum/coletiva da terra e do rio e assim a possibilidade da manutenção do modo de vida do camponês ribeirinho.

Palavras chaves: Uso Comum, Terra, Rio, Propriedade Privada, Conflito, Resistência, Expropriação, Exploração, Camponês Ribeirinho, Espaço, Raridade.

RESUMEN

Esta investigación fue construida teniendo como mediación del dialogo con campesinos ribereños de las localidades de Engenho Velho, Santo Antônio da Alegria e Barra do Aricá, sujetos que tienen al rio y la tierra como los principales instrumentos que posibilitan su autonomía campesina en un lugar que posee peculiaridades en cuanto a la natureza presente allí, pues las inundaciones y las secas típicas de la región del pantanal norte de Mato Grosso hace que ese campesino construya conocimientos que posibilita habitar ese lugar. Con el objetivo de desvelar las relaciones que están en la esencia de la alteración del uso común de la tierra para la propiedad privada de la tierra y la apropiación y alteración del uso común del rio para el uso privado del rio, la investigación ha mostrado que la apropiación y el uso privado del rio encuentran el soporte necesario para realizarse en la propiedad privada de la tierra, teniendo como los principales sujetos de ese proceso los propietarios de haciendas, chacras, posadas y pesqueiros. Las plataformas y las cevas son instrumentos centrales para la legitimación de apropiación del uso privado del rio, pues esos propietarios entienden que por el hecho de tener construido las plataformas y las cevas en aquel trecho del rio como parte de la continuación de su propiedad privada, sintiéndose con el derecho de prohibir a cualquier persona pescar en aquel lugar. La investigación mostró que el espacio producido de manera fragmentaria ha posibilitado producir espacios como raridad, posibilitando la expropiación y exploración de la fuerza de trabajo de campesinos ribereños. No entanto vislumbramos la posibilidad de resistencia mediada por el espacio producido de manera común /colectiva de la tierra e del rio y así la posibilidad de la manutención de la autonomía campesina.

PALABRAS CLAVES: Uso común, Tierra, Rio, Propiedad Privada, Conflicto, Resistencia, Expropiación, Exploración, Campesino Ribereño, Espacio,Raridad

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Autor ZENILDO CRISÓSTOMO DO PRADO USO
Orientador
Ano de Defesa 2015
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