NOTA TÉCNICA

 

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Efeitos da flexibilização das medidas de isolamento e distanciamento físico em Cuiabá-MT

Autores


Emerson Soares dos Santos a
Ana Paula Muraro b
Ligia Regina de Olivira b
Maio de 2020
a Departamento de Geografia
b Instituto de Saúde Coletiva

Resumo

O mundo tem enfrentado a disseminação da infecção causada pelo vírus SARS-Cov-2, denominada COVID-19, com desafios diversos para as diferentes realidades dos países. A COVID-19 já atingiu mais de 500 pessoas em Mato Grosso, e mais de 150 em Cuiabá, que no período de 3 a 9 de maio apresentou o maior número de novos casos notificados desde o início da pandemia. Mesmo nesse contexto epidemiológico, tem-se discutido medidas de flexibilização do isolamento social no estado de Mato Grosso e em sua capital. Desta maneira, este estudo visa contribuir na discussão sobre esta flexibilização apresentando a evolução temporal da doença e sua distribuição espacial em Cuiabá. São utilizados dados da SES-MT e DIVISA-Cuiabá, dados de mobilidade e fatores socioeconômicos. Mapas da distribuição espacial e de áreas de maior incidência foram elaborados a partir de técnicas de Análise Espacial de Dados Geográficos. Os resultados apontam para diminuição considerável do isolamento social em Mato Grosso e forte aumento do número de casos na capital e no interior do estado. Metade dos bairros de Cuiabá já tiveram casos confirmados de COVID-19. É possível identificar bairros na cidade com maior incidência, caracterizados como áreas de difusão espacial por contágio. A doença chega em bairros da região sul da cidade, áreas com maior proporção de pobres, onde até 15% dos trabalhadores passam até 2 horas dentro do transporte coletivo para chegar ao local de trabalho, o que resulta em grande tempo de exposição a um possível contágio. Com casos ocorrendo em 50% dos bairros da cidade, a retomadas das atividades escolares de forma presencial, em qualquer das redes de ensino, mesmo a rede municipal que conta com o menor número de estudantes usando transporte público gratuitamente, colocará em exposição ao contágio do vírus considerável número de pessoas.

A. Sumário executivo

 

Esta nota técnica apresenta uma análise da evolução temporal e distribuição espacial da COVID-19 em Cuiabá entre o período de 20 de março a 9 de maio de 2020.

As principais características desta análise são:
i. São elaborados após agregação dos dados por Semana Epidemiológica, para diminuir a flutuação diária.

ii. São feitas comparações com os dados do estado, possibilitando avaliar o ritmo de crescimento da curva de contágio.
iii. Poderá servir de subsídio para tomada de decisão por parte do poder público local, pois classifica áreas de acordo com o ritmo e intensidade da ocorrência de casos, inclusive identificando bairros que tem difusão espacial de casos por contágio.

 

A1. Procedimentos metodológicos

 

Dados de casos e óbitos para o estado foram coletados nos Boletins Informativos da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso, publicados diariamente em sua página oficial. Os dados sobre a ocorrência de Covid-19 em Cuiabá foram disponibilizados pela Diretoria de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde.

Os dados foram agregados para o nível dos bairros utilizando a malha de bairros do IBGE (2010). Foram utilizadas técnicas de Análise Espacial de Dados Geográficos para elaboração de mapas de ocorrência e de incidência. Os fatores socioeconômicos utilizados para análise sobre as condições de moradia, renda e mobilidade são componentes do GeoSES (Barrozo et al., 2020), um indicador socioespacial para estudos em saúde pública.
 

 A2. Principais resultados

  • O Isolamento Social diminuiu consideravelmente entre os dias 21 de março a 2 de maio no estado de Mato Grosso. Na Semana Epidemiológica 19 (3 a 9 de maio) houve aumento do número de notificações e de municípios com pessoas infectadas. A média diária semanal de notificação de novos casos aumentou 95% na última semana em Mato Grosso. Isto é reflexo da diminuição do isolamento social verificada no estado.
  • Em Cuiabá, a média diária semanal chegou a diminuir entre os dias 19 de abril a 2 de maio. Entretanto, na Semana seguinte (3 a 9 de maior [SE 19]), o número de casos atingiu a maior média diária semanal de novos casos desde o dia 20 de março.
  • O menor ritmo de crescimento na capital deve-se ao fato de as medidas de isolamento social serem mais rígidas do que nas cidades do interior.
  • Metade dos bairros de Cuiabá já tiveram casos confirmados de Covid-19.
  • Há maior concentração na região central da cidade, Jardim Imperial, Jardim Itália e Jardim das Américas, surgindo novos casos por várias semanas seguidas.
  • Nas últimas três semanas a maior parte dos casos tem ocorrido na região central da cidade (Centro Sul e Bosque da Saúde) e no Bairro Jardim Imperial, o que nos leva a interpretação de que há difusão por contágio na região central da cidade (e arredores) e no Jd. Imperial e seu entorno.
  • Começam a surgir casos em bairros da Região Sul de Cuiabá, áreas com maior proporção de pobres, onde até 15% dos trabalhadores (N~7.500) passam até 2 horas dentro do transporte coletivo para chegar ao local de trabalho, o que resulta em grande tempo de exposição a um possível contágio.
  • Com casos de COVID-19 ocorrendo em 50% dos bairros da cidade, a retomadas das atividades escolares de forma presencial, em qualquer das redes de ensino, mesmo a rede municipal que conta com o menor número de estudantes usando transporte público gratuitamente, colocará em exposição ao contágio do vírus considerável número de pessoas.

 
A3. Principais Limitações
As análises apresentadas neste documento técnico são:

  • Não foi possível ter acesso a dados atuais sobre o tempo de permanência dentro do transporte público.

  • Os dados sobre Mobilidade de pessoas são medidas de todo o estado, não sendo possível associar tal informação para Cuiabá.

1. Introdução

Ao longo dos primeiros meses de 2020 o mundo tem enfrentado a disseminação da infecção causada pelo vírus SARS-Cov-2, com desafios diversos para as diferentes realidades dos países. A infecção causada por esse vírus, denominada COVID-19, já atingiu mais de 3 milhões de pessoas, com mais de 200 mil mortes confirmadas no mundo até o dia 08 de maio. O Brasil é um dos 11 países com taxas crescentes de transmissibilidade (Bathia et al., 2020), com a confirmação de 145.328 casos e 9.897 mortes até a mesma data, ficando atrás apenas dos Estados Unidos em número de casos e óbitos registrados nas Américas (WHO, 2020).
Segundo dados da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso, até dia 9 de maio, foram notificados 1.154 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e confirmados 502 casos de COVID-19 (8,2% em relação ao dia anterior). Foram 489 casos em residentes em Mato Grosso (SES-MT, 2020), representando crescimento do número de casos em 50,7% em uma semana. No período de 03 a 09 de maio a média diária foi de 25 casos novos, enquanto que na semana epidemiológica anterior (26 de abril a 02 de maio) a média foi de 13 casos/dia. Esses dados indicam que ainda estamos na fase ascendente da curva epidemiológica em Mato Grosso. Especificamente na capital do estado, além do incremento de 29,8% no número de casos confirmados em relação à semana epidemiológica anterior, observa-se a ampliação da distribuição geográfica dos casos, tendo em vista que até dia 25 de abril haviam 55 bairros atingidos e, em 02 de maio foram contabilizados 65 bairros, segundo o Informe Epidemiológico 05 da Diretoria de Vigilância em Saúde de Cuiabá (DIVISA/SMS/CUIABÁ, 2020).
Dada a inexistência de vacina para a doença até o momento, as medidas de proteção adotadas para a COVID-19 são as mesmas utilizadas para prevenir doenças respiratórias, sendo o distanciamento social o mais efetivo para diminuir a velocidade de transmissão da doença na população (Nussbaumer-Streit et al., 2020), oportunizando o preparo do sistema de saúde para o aumento da demanda de internações para os casos graves da doença. Entretanto, mesmo no contexto epidemiológico destacado acima, tem-se discutido medidas de flexibilização do isolamento social no estado de Mato Grosso e em sua capital. Compreendemos que é fundamental rever tais medidas diante da difusão da doença no estado e, em especial na capital.

2. Metodologia

2.1 Isolamento Social

A taxa de mobilidade apresentada é baseada no Relatório de Mobilidade disponibilizada pela Google <https://www.google.com/covid19/mobility/> para o estado de Mato Grosso. Trata-se de iniciativa da empresa estadunidense que monitora o uso de telefones celulares de usuários em todo o mundo. Neste estudo a linha de base foi ajustada para o valor mediano para o dia da semana correspondente durante o período de cinco semanas de 15 de fevereiro a 20 de março de 2020.

2.2 Evolução temporal e distribuição espacial em Cuiabá

Evolução temporal

Dados de casos e óbitos para o estado foram coletados nos Boletins Informativos da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso, publicados diariamente em sua página oficial. Os dados sobre a ocorrência de COVID-19 em Cuiabá foram disponibilizados pela Diretoria de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde, por acordo de cooperação técnica entre esta instituição e a UFMT. Para atenuar a oscilação diária do número de casos novos registrados, os dados para análise da evolução temporal da doença foram agregados por Semana Epidemiológica (SE). 

Distribuição espacial

Os dados foram agregados para o nível dos bairros para elaboração de mapas temáticos sobre a ocorrência de casos em Cuiabá. Foi utilizada a malha de bairros do IBGE (2010) para incluir bairros novos surgidos depois do último Censo Demográfico.

Os mapas da difusão espacial da doença foram elaborados utilizando-se duas técnicas de Análise Espacial de Dados: a) Interpolação IDW para exibir a distribuição da ocorrência dos primeiros casos registrados, e b) Estimador de Densidade Kernel para estimar a intensidade de casos na área urbana, e identificar as áreas com maior recorrência de casos registrados.

Os fatores socioeconômicos utilizados para análise sobre as condições de moradia, renda e mobilidade são componentes do GeoSES (Barrozo et al., 2020), um indicador socioespacial para estudos em saúde.

3. Resultados

3.1 Isolamento social em Mato Grosso

No dia 16 de março de 2020, ainda sem nenhum caso de COVID-19 confirmado no estado, o Governo de Mato Grosso publicou o Decreto nº 407 que dispõe sobre as medidas para enfrentamento da emergência de saúde pública de importância internacional decorrente do coronavírus. Desde então, outros decretos foram editados, com destaque para o nº 420 no dia 23 de março de 2020, declarando situação de emergência em MT, data em que o estado estava com 6 casos confirmados e 210 suspeitos.

As medidas de supressão adotadas precocemente provavelmente foram as responsáveis pela menor velocidade da transmissão da doença no estado, porém, recentes decisões de flexibilização do isolamento tomadas pelo governo do estado e por algumas autoridades municipais já apresentaram efeitos no maior fluxo de pessoas observado nas últimas semanas (Figura 1). A presença de pessoas entre os dias 20 de março e 2 de maio aumentou em lojas e recreação [-70% para -40%], farmácias [-36% para -2], parques [52% para -12%], pontos de ônibus [-52% para -37%] e locais de trabalho [-29% para -18%], e diminuiu em áreas residenciais [11% para 7%].

Figura 1: Mudança no fluxo de pessoas em Mato Grosso a partir de 21 de março, comparado à linha de base.

Neste momento, Mato Grosso está na fase difusão hierárquica da doença, ou seja, com a disseminação da infecção das cidades de maior porte para as de menor porte. Nessa fase, a disseminação depende das características da malha urbana do estado, do fluxo de pessoas e das relações interpessoais. Assim, espera-se o aumento de casos da doença nas próximas semanas em consequência desse aumento do fluxo de pessoas, principalmente considerando a inclusão do "trânsito e transporte interestadual e internacional de passageiros" na lista de atividades essenciais a partir do dia 29 de abril (Brasil, 2020). A ampliação do número de municípios atingidos pela COVID-19 é, certamente, reflexo da diminuição do distanciamento social. Há 30 dias eram 14 municípios com casos confirmados e em 09 de maio foram registrados casos em 41 dos 141 municípios (SES-MT, 2020).
Para além do número de casos, devemos atentar ao crescimento dos óbitos em Mato Grosso. O primeiro óbito se deu em 03 de abril e foram registrados até o dia 09 de maio 15 óbitos de residentes no estado distribuídos em 12 municípios. Nesta data a taxa de incidência da COVID-19 em Mato Grosso foi de 14,34/100.000 habitantes e na capital 30,5. Contudo, vinte municípios apresentam valores superiores à taxa do estado e há municípios com mais de 50 casos para cada 100 mil habitantes (Curvelândia, Ponte Branca e Vale do São domingos). O crescimento médio semanal do número de notificações entre os dias 20 de março a 2 de maio era de 45%. Na Semana Epidemiológica 19, que compreende os dias 3 a 9 de maio, o acréscimo em relação à semana anterior foi de 95%.

3.2 Evolução temporal e espacial em Cuiabá

Em Cuiabá, foram 183 casos notificados de COVID-19 em residentes até 09 de maio, representando 36,5% dos casos confirmados no estado e com taxa de incidência bem mais elevada que a do estado, como referido anteriormente (Figura 2). Nesta última Semana Epidemiológica [SE-19] houve acréscimo diário médio de 6 casos em Cuiabá (Figura 3), com um total de 42 casos novos. Este número é o maior desde o início da epidemia no estado, acompanhando a tendência de aumento de casos novos que vem ocorrendo nas últimas quatro semanas (desde 12 de abril) no estado.

Figura 2: Número de casos acumulados até 09 de maio e Taxa de incidência (por 100 mil habitantes) de Covid-19 em Mato Grosso e Cuiabá.

Figura 3: Média diária de casos e acréscimo de casos novos de Covid-19, segundo semana epidemiológica. Mato Grosso e Cuiabá, 09 de maio de 2020.

Aproximadamente metade dos bairros da capital mato-grossense (65 de 125 bairros) já tiveram registros de casos confirmados da doença até essa data (DIVISA/SMS/CUIABÁ, 2020). Existe difusão por contágio em Cuiabá em áreas já conhecidas (Figura 4). A doença se inicia em bairros de classe média e média-alta (Florais e Jardim Itália), e chega ao sul da cidade a partir da 5ª semana após o primeiro caso. Há maior concentração na região central da cidade, Jardim Imperial, Jardim Itália e Jardim das Américas, surgindo novos casos por várias semanas seguidas.
Ainda como podemos observar na figura 4, nas últimas três semanas a maior parte dos casos tem ocorrido na região central da cidade (Centro Sul e Bosque da Saúde) e no Bairro Jardim Imperial, o que nos leva a interpretação de que há difusão por contágio na região central da cidade (e arredores), e no Jd. Imperial e entorno. Estas áreas são caracterizadas por possuírem intensa dinâmica comercial local, com a existência de comércio bastante variado, sendo, portanto, importantes centralidades da cidade.

O centro da cidade é bastante procurado pela população da cidade inteira, o que o transforma em uma área potencial de transmissão do SARS-Cov-2. Estudo realizando em Wuhan (Liu et al., 2020) mostrou que em o vírus foi encontrado em suspensão no ar em área de grande concentração de pessoas nos arredores de hospitais, e atribuem isso ao fato de ser a grande circulação de pessoas infectadas. O Jd. Imperial tem um centro comercial que atende a população dos bairros do entorno e, além disso é cortado pela Av. Professora Edna Maria Albuquerque Affi (Av. Das Torres), e muitas pessoas que utilizam esta importante avenida como trajeto é potencial cliente de qualquer estabelecimento local. A Av. das Torres é uma das principais formas de acesso à região sul da cidade, onde no cenário mais recente da capital, percebe-se a ocorrência de casos nas últimas duas semanas (Pedra 90, Altos do Parque, e outros).

Figura 4: Difusão espacial da COVID-19 a partir do primeiro caso confirmado em Cuiabá, 2020.

3.3 Relação entre casos, mobilidade e condições de moradia

A partir da análise da distribuição temporal e espacial dos casos segundo características socioeconômicas dos bairros de Cuiabá é possível identificar que nas últimas duas semanas, começam a surgir casos em bairros da Região Sul de Cuiabá, áreas com maior proporção de pobres onde até 15%  dos trabalhadores (N~7.500) passam até 2 horas dentro do transporte coletivo para chegar ao local de trabalho, o que resulta em grande tempo de exposição a um possível contágio (Figura 5). Em relato de investigação no início do surto na China, verificou-se que a partir de um indivíduo infectado sem uso de máscara, outros cinco se tornaram infectados após uma viagem de aproximadamente 2 horas de ônibus até o trabalho num veículo com 39 passageiros (Liu e Zhang, 2020). 
Nesses bairros com casos mais recentes confirmados, há grande percentual de pessoas (até 75%) que vivem em moradias inadequadas. Frisamos que no caso de um membro de uma família que vive nestas condições estiver infectado por SARS-Cov2, haverá considerável dificuldade em isolar esta pessoa infectada do restante da família. 
Em Cuiabá, 74.689 estudantes são cadastrados para utilização do transporte público gratuito. Observa-se que o passe livre atende 41,05% (N=30.660) dos estudantes da rede estadual de ensino, 38,83% (N=29.002) da rede particular; 13,78% (N=10.292) da rede federal de ensino e 6,34% (N=4.735) da rede municipal de ensino (Cuiabá, 2017). Com casos de Covid-19 ocorrendo em 50% dos bairros da cidade, a retomadas das atividades escolares de forma presencial, em qualquer das redes de ensino, mesmo a rede municipal que conta com o menor número de estudantes usando transporte público gratuitamente, colocará em exposição ao contágio do vìrus considerável número de pessoas.

Figura 5: Difusão espacial de casos confirmados de COVID-19 e fatores socioeconômico dos bairros em Cuiabá, 2020.

Deve-se considerar ainda que populações mais pobres têm maior probabilidade de ter condições crônicas de saúde consideradas como risco para quadros mais graves da infecção pelo SARS-Cov-2. Cuiabá apresenta elevadas prevalências de doenças crônicas, com destaque para Hipertensão Arterial (23,7%), excesso de peso (60,7%) e obesidade (23,0%) entre adultos (Ministério da Saúde, 2019), sendo maiores prevalências entre os indivíduos de menor escolaridade.

Referências

Barrozo LV, Fornaciali M, de Andre CDS, Morais GAZ , Mansur G, Cabral-Miranda W, Miranda MJ, Sato JR, Júnior EA. GeoSES: A socioeconomic index for health and social research in Brazil. Plos One. Published: April 29, 2020 https://doi.org/10.1371/journal.pone.0232074
Bhatia S. et al. Short-term forecasts of COVID-19 deaths in multiple countries.  Imperial College COVID-19 response team: the WHO Collaborating Centre for Infectious Disease Modelling within the MRC Centre for Global Infectious Disease Analysis, J-IDEA, Imperial College London.. Publicado em: 03 de maio de 2020. Disponível em: https://mrc-ide.github.io/covid19-short-term-forecasts/index.html. 
Brasil. Decreto Nº 10.329, de 28 de abril de 2020. disponível em: http://www.in.gov.br/web/dou/-/decreto-n-10.329-de-28-de-abril-de-2020-254430286.
Cuiabá, Plano Plurianual Município de Cuiabá 2018 - 2021.  – Mato Grosso – Brasil Agosto 2017
DIVISA/SMS/CUIABÁ. Diretoria de Vigilância em Saúde. Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá- MT. INFORME EPIDEMIOLÓGICO 05. Publicado em 06 de abril de 2020.
Google LLC "Google COVID-19 Community Mobility Reports". https://www.google.com/covid19/mobility/ Accessed: <02-05-20>.
IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Censo Demográfico 2010.
Liu X, Zhang S. COVID-19: Face masks and human-to-human transmission. Influenza Other Respir Viruses (2020). https://doi.org/10.1111/irv.12740.
Liu, Y. et al. Aerodynamic analysis of SARS-CoV-2 in two Wuhan hospitals. Nature (2020). https://doi.org/10.1038/s41586-020-2271-3
Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Análise em Saúde e Vigilância de Doenças não Transmissíveis. Vigitel Brasil 2018: vigilância de fatores de risco e proteção para doenças crônicas por inquérito telefônico. Brasília, 2019. Disponível em: https://portalarquivos2.saude.gov.br/images/pdf/2019/julho/25/vigitel-brasil-2018.pdf
Nussbaumer‐Streit  B. et al. Quarantine alone or in combination with other public health measures to control COVID‐19: a rapid review. Cochrane Database of Systematic Reviews 2020, Issue 4. Art. No.: CD013574. DOI: 10.1002/14651858.CD013574.
SES/MT. Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso: Boletim Informativo Nº 61 Situação Epidemiológica SRAG e COVID-19. 09 de maio de 2020. Disponível em: http://www.saude.mt.gov.br/informe/584.
WHO – World Health Organization. Coronavirus disease 2019 (COVID-19) Situation Report – 101 (publicado em 30 de abril de 2020). Disponível em: https://www.who.int/docs/default-source/coronaviruse/situation-reports/20200430-sitrep-101-covid-19.pdf?sfvrsn=2ba4e093_2&ua=1. 

Forma de citação:

Santos ES, Muraro AP, Oliveira LR;. Efeitos da flexibilização das medidas de isolamento e distanciamento físico em Cuiabá-MT. Nota Técnica. IGHD/ISC – UFMT: Cuiabá, 2020.