Dinâmica Socioambiental e Tratamento da Informação Geográfica

A linha de pesquisa "Dinâmica Socioambiental e Tratamento da Informação Geográfica" possui como objetivo principal analisar as modificações ocorridas no uso do solo, na qualidade da água e nas condições climáticas em Mato Grosso a partir do processo de colonização ocorrido na década de 1970, assim como o uso das técnicas atuais de análise de dados espaciais. Não se perde de vista também pesquisas que visam buscar aprofundar as discussões sobre a construção teórica e metodológica da Geografia, fato que poderá subsidiar novas reflexões e caminhos epistemológicos no âmbito da ciência geográfica, e a relação entre a Geografia Histórica, a História do Pensamento Geográfico e a Epistemologia da Geografia abre muitas possibilidades de abordagens, desdobrando-se em uma grande diversidade de temas. Também aborda as questões relacionadas a climatologia geográfica e suas relações com as dinâmicas ambientais, especialmente desenvolvendo trabalhos acerca da climatologia urbana, climatologia regional, mudanças e variabilidades climáticas em suas abordagens locais e regionais, riscos e vulnerabilidades, dinâmica e circulação da atmosfera na América do sul e suas repercussões no estado de Mato Grosso, poluição atmosférica, enfim, o grupo vem abordando a relação sociedade natureza, especificamente no que tange a relação que a sociedade desenvolve com o clima. Nessa perspectiva, o grupo vem atuando com os dados secundários disponíveis, e sempre buscando os meios para aquisição e implantação de equipamentos para produção de dados primários que atendam os objetivos das pesquisas realizadas. Esta linha de pesquisa congrega pesquisas que estudam os processos morfodinâmico e fragilidade ambiental, que enfocam análise de áreas degradadas em relação à morfodinâmica local/regional e solos frágeis. Além disso desenvolve trabalhos sobre a dinâmica de erosão e sedimentação e as diferentes formas de intervenção nos sistemas hídricos e nas bacias hidrográficas. Também há pesquisas que buscam fortalecer a aplicação de abordagens quantitativas e novas tecnologias na pesquisa geográfica, principalmente com uso de geotecnologias e análise e modelagem numérica, para aprofundar o conhecimento eco-hidrologico do sistema Planalto-Pantanal, e entender padrões espaço-temporais de fenômenos da saúde em múltiplas escalas.

 

Produção do Espaço Regional

Essa linha compreende as pesquisas e análises relativa à dinâmica do espaço regional com base nas relações sociais, econômicas e características culturais vigentes que definem o processo de produção do espaço regional. Analisar os aspectos conceituais sobre urbanização, industrialização, práticas culturais e sociais, compreender as noções conceituais sobre a cidade e o urbano e interpretar a relação do modo capitalista de produção e as contradições nas formas de apropriação e uso do espaço urbano e da relação cidade-campo. No processo de modernização brasileiro contemporâneo a relação cidade-campo toma novas formas e emerge como uma importante questão a ser debatida pelos estudiosos das dinâmicas espaciais. A expansão da produção agrícola modernizada pelo interior do país, constituindo novas regiões produtoras, revela também o avanço da urbanização no território. Essa dinâmica que faz avançar a fronteira econômica revela novas complexidades, substanciadas na produção concomitante da cidade e do campo em um avanço da urbanização do território. A grande propriedade da terra está na base dessa produção, pois esse processo de modernização revela também a atualização da questão agrária no Brasil (concentração fundiária). O campo aparece aí como um lugar de produtividade e “modernidade” e a cidade nesse contexto da agricultura modernizada representaria a infra-estrutura para a produção agrícola. No entanto, a questão fundiária (a propriedade privada da terra – seja ela legal ou ilegal/grilada) revela que a cidade não é somente uma mediação para a produção agrícola, mas que ela mesma, o espaço urbano, é também uma nova produção econômica, o que aponta para novas contradições socioespaciais. Além disso, a questão agrária, que surge como problemática com a institucionalização da propriedade privada da terra (Lei de Terras de 1850), quando o acesso à terra passava a se realizar exclusivamente pela mediação da compra e quando se confirmou a concentração da terra que já naquele período se configurava, se reproduz ao longo da história, se colocando, em diferentes momentos históricos, como o principal entrave para a modernização efetiva do país. Ela se revela como uma característica arcaica que determina em grande parte nosso processo de modernização, e cujo debate é fundamental para entendermos as nossas contradições sociais contemporâneas. Ela se coloca ainda como uma mediação fundamental da expansão capitalista no Brasil, expropriando camponeses e exterminando grupos indígenas (em nossa perspectiva a questão indígena faz parte da questão agrária, embora aponte outras complexidades), produzindo as particularidades do processo capitalista no Brasil. Também compreende estudos desta linha uma abordagem sobre a cultura em suas dimensões materiais e não materiais, tendo como pressuposto de que hábitos, atitudes, valores, símbolos e artefatos materiais, apresentam uma espacialidade específica e distintos significados a eles atribuídos. Entender que a cultura por meio da paisagem, da música, da literatura, da religião, entre outros - é considerada como elemento integrante do processo de construção e reconstrução do espaço. 

 

 

Eixo transversal: Ensino de Geografia

Procura recobrir estudos e metodologias das pesquisas geográficas, relacionando-as com o Ensino de Geografia. Pauta-se pela interpretação sobre as mudanças das formas de produção do espaço regional e as ações humanas que afetam a dinâmica da natureza, e como estes temas estão sendo abordados por professores de todos os níveis fundamental, médio e superior.

Defesas

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